Nos primeiros dois confrontos do dia, as ondas ainda favoreciam os atletas, que puderam se posicionar numa valinha, onde esquerdas e direitas apareciam para todos. A fissura de surfar foi tanta, que por alguns instantes o fotógrafo Emanuel, da equipe surffoto, largou seu posto, e se tacou no mar para fazer sua cabeça.
Quem levou a melhor foram os atletas DANIEL MAIA, FURTADO, JOÃO CARLOS E SALÉM, passando á frente e esperando o resultado dos outros grupos.
A terceira, quarta e quinta baterias, foram extremamente equilibradas, com competidores passando para a outra fase por pequenas diferenças na pontuação. Destaque para CHRISTINA, a única mulher da competição fez bonito, passando para a semi-final junto com o JOÃO CARLOS, seguida de DE EDUARDO MARTINS, GUIDO SHAFFER, FERNANDO COTONETE E CRISTIANO MALIBÚ, formando assim duas baterias de semi-finalistas, com cinco atletas cada.
Durante o torneio, os jurados tiveram uma pequena ilusão de ótica dentro do mar, vendo o Salém dropar uma mesma onda pra esquerda e pra direita. Depois souberam que era um "sosia" do atleta, com a mesma bermuda, o mesmo porte físico, e a mesma prancha. Coisas do surf.
Os destaques nestas baterias foram DUDU MARTINS, com a onda de maior pontuação do campeonato: um 7,5 numa direita de backside até a beira, com direito a mais de cinco manobras, CHRISTINA que não se intimidou com os surfistas e botou pra baixo, e O SEMINARISTA GUIDO SHAFFER. Isso mesmo, nossa competição contou com a presença de um futuro Padre do Surf.
Mais um destaque foi dado á organização do evento que, por alguns instantes esqueceu de colocar o MALIBÚ, numa bateria. Ansioso e querendo entrar logo na água, "MALIBA" como é chamado pelos seu brothers, foi perguntar em que bateria ele estava.....depois de alguns minutos de silêncio, vimos que ele não estava em nenhuma bateria..mais alguns minutos de silêncio, o problema foi resolvido.
Já na primeira semi-final, o mar começou a ficar mexido, o que exigiu ainda mais dos competidores. A atenção teve que ser redobrada, pois a escolha da melhor vala seria decisiva para formar a bateria final. Dudu Martins e Cotonete souberam se posicionar melhor no pico, e passaram á frente, pegando as melhores ondas da bateria. Os outros atletas não tiveram a mesma sorte. Com um mar muito mexido, Salém Maia e Guido ficaram fora da final.
Já na outra semi-final, o mar ficou ainda mais mexido, o que fez com que os participantes tivessem que contar com a velha frase : " no lugar certo, na hora certa"..as ondas já não eram tão constantes, e o vento de leste castigava a praia. Nem por isso a temperatura das baterias caiu.
Numa disputa mais que acirrada, João Carlos e Furtado surfaram ondas extremamente semelhantes e tiveram a mesma pontuação final, 9,50 cada. Nesse momento o critério de desempate foi utilizado, e Rafael Furtado passou para a grande final, por ter a nota mais alta. O outro finalista foi o VICTÓRIO, escolhendo muito bem cada onda, e realizando boas manobras, aproveitando o máximo de cada onda surfada, o que lhe rendeu 12,00 pontos, passando para a última fase.
A grande final teve também grandes e mais que fortes emoções. Logo de início, os competidores escolheram o local certo dentro do mar. Dudu Martins se destacou do grupo e foi tentar a sorte numa vala de esquerda que se insinuava de vez em quando. Rafael Furtado e Cotonete ficaram no meio do local da competição e Victório procurou dropar as direitas que apareciam na série.
O mar continuava mexido, e as ondas pareciam estar cada vez mais escassas, em alguns momentos se passavam mais de 60 segundos sem ondas, tempo infinito na cabeça dos surfistas, pois sabiam que precisavam dar 100% do seu potencial para levar a coroa da vitória.
As ondas não apareceram para Victório, que tentou até o último minuto dropar uma boa direita ou esquerda, más o mar não colaborou muito, e assim ele levou o 4° lugar pra casa.
Já a disputa do terceiro e segundo lugar foi decidida literalmente no último minuto. Durante os primeiros vinte minutos de bateria, Furtado e Cotonete estiveram diversas vezes um á frente do outro. Era coisa de Cotonete estar á frente por 0,25, e Furtado dropar uma boa onda e passar ele por 0,25 de vantagem. Neste momento surgiu uma excelente direita para Cotonete, que ele aproveitou ao máximo, e que lhe rendeu um 5,5, a melhor nota da bateria. Assim ele ficou com uma vantagem de 0,5 pontos para o Furtado.
Faltando 3 minutos para o fim da bateria, Cotonete, já muito cansado, resolveu sair da água e esperar terminar o toneio do lado de fora.
A expectativa agora girava em torno de Furtado, que tinha 3 minutos para fazer uma boa onda e ficar com o segundo lugar. O tempo se tornava uma eternidade para Cotonete, enquanto Furtado torcia pra uma onda aparecer....e ela apareceu no último instante. Faltando apenas 30 segundos, uma boa direita surgiu e fez todos os espectadores se levantarem da aréia para assistir. Atenção redobrada dos jurados, pois era a onda da decisão do segundo lugar. Furtado fez tudo certo, drop, cavada.. porém a onda perdeu a força, e não deu pra fazer os pontos necessários.
Vibração de Cotonete, que ficou com o segundo lugar da competição.
O primeiro lugar do torneio foi levado merecidamente por EDUARDO MARTINS. O surfista foi constante em todas as baterias, soube se posicionar no melhor pico e escolher muito bem as ondas, sempre radicalizando em suas batidas e manobras, procurando aproveitar a onda da melhor maneira possível.
Os quatro primeiro colocados foram contemplados com troféus e Pôsters de ondas dos atletas, fotografadas pela equipe do surffoto.
Os troféus foram desenhados e fabricados pelo designer Daniel Meire, estudante da Faculdade da Cidade. Valeu Daniel, mandou muito bem.
PARABÉNS A TODOS.