Desvendando o mito sobre ataques de tubarões
Uma onda de ataques de tubarão na Austrália deixou três pessoas feridas em 24 horas só na primeira semana de Janeiro de 2009. Algumas praias foram fechadas e outras estão em alerta. Ao sul de Brisbane, um surfista foi atacado, mas conseguiu nadar até a beira da praia.Algumas horas depois, perto da Tasmânia, uma menina de 13 anos foi salva pelo primo de um tubarão de cinco metros. A terceira vítima estava mergulhando quando sentiu algo mordendo sua perna. Ele espantou o tubarão a socos.
O risco de sofrer ataques de tubarão, porém, é considerado baixo pelos especialistas. Há mais chance de ser atingido por um raio do que sofrer um ataque de tubarão. Ataques são basicamente um jogo de azar, baseado em quantas horas você fica na água. Quem é atacado deve tentar chutar, socar ou acertar o tubarão nos olhos ou nas guelras, dizem especialistas.
Na maioria dos ataques registrados, o tubarão morde a vítima, pára por alguns segundos (possivelmente arrastando a vítima pela água e sob a superfície), e depois a solta. É muito raro um tubarão fazer repetidos ataques e realmente comer uma vítima humana. O que acontece é que o tubarão confunde um ser humano com alguma coisa que ele geralmente come. Depois que ele sente o gosto, percebe que aquela não é a comida com a qual está acostumado e solta a pessoa. Para um tubarão, um surfista batendo os braços sobre uma prancha de surfe pode parecer muito com uma presa usual.
No Brasil, ataques de tubarão só acontecem em Recife (PE), o problema ali, é específico e único no mundo. Na década de 90 foi construído o Porto de Suape, que degradou o mangue e fechou bocas de rios. No resto do litoral brasileiro todo, o risco de ser atacado é absolutamente desprezível.
Fontes: Folha On Line, Ferando de Noronha Wordpress,
Fotos: The Manly Dayly, Kurt Jones